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“Os poemas de Walter Zavatário, pela variedade de ritmos e acentos, pelos tons polifônicos e policromáticos, agradarão às várias classes de leitores. São poemas bem elaborados que combinam simplicidade, técnica e senso crítico, qualidade do professor dedicado, que conhece e vive o dia-a-dia da realidade literária. Seus conhecimentos de música dão a seus versos um ritmo e uma cadência harmoniosa e suave que dos ouvidos nos chega naturalmente ao coração e à alma. O fotógrafo ensinou ao poeta o melhor ângulo para captar o mundo com as lentes de dentro. Com o teólogo aprendeu e, nos seus versos, ensina que a poesia é também prece, ação de graças, oração; é ponte, é estrada, é caminho que muda o nosso destino e nos conduz a Deus”. José Lacerda da Cunha Professor Titular de Literatura Portuguesa e Literatura Brasileira do Centro Universitário de Caratinga-UNEC
Com tanto prefaciador na praça enganado por Cupido e o Zavatário vem parar logo aqui, no bar deste cético, desiludido, realista, humorista? É verdade que ele tenta me seduzir: "a força que o verso me deu, fez meu coração reviver" Somos todos iguais. Românticos explícitos ou enrustidos, nos alimentamos de nós mesmos (daí a palidez), é de nós que retiramos, a fórceps, a vontade de viver e até o sentido - em certo sentido - da vida. Walter Zavatário é um eterno iludido. O último dos moicanos. Lembrando seu torrão, ele decanta: " As suas matas verdejantes/ suas plantaçoes de café/ e estas águas refrescantes/ são frutos de amor e fé". O poeta sonha, alto e bom som, ora com o amor que teve, ora com o que terá. E declara, sem meias medidas, suas trocas pelo caminho: " E agora que o verso voltou/ para esta ponte atravessar/ não foi a mesma que encontrou./ Havia outra em seu lugar". Os românticos são assim mesmo. Ou vocês não se lembram de quando Shakespeare denunciava que Romeu e Julieta não se amavam um ao aoutro, mas amavam o amor? O livro de Walter Zavatário serve também como inspiração para escrevermos, discutirmos, contestarmos ou rebatermos seu eterno romantismo de lobo, em pele de moderno cordeiro. E para nos aliviar, um pouco, da tensão incerta de hoje, quando tudo são cálculos, programas, maquinações. Zavatário é aquele relojoeiro amigo meu que confessou ter desistido da profissão. Quando perguntei o motivo, ele esclareceu: "Outro dia abrí um relógio digital, não havia nada dentro". Sem engrenagens, não dá para continuar... Não se fazem mais relógios e poetas românticos como antigamente. Walter Zavatário é apenas a exceção que confirma a regra. Mas que exceção! Sylvio Abreu Escritor, humorista, jornalista e, nas horas vagas, poeta.
Conhecido mais um poeta “Sempre que se lêem os poemas do professor Walter Zavatário, uma sensação de amor e paixão profundos é retratada pelo poeta, em cada verso, em cada estrofe, não fugindo o mesmo, jamais, ao título que se dá à poesia em seus livros, com um vocabulário, não rebuscado, acessível a qualquer leitor, mas atingindo o sentimento de quem é avezado a apreciar a linguagem afetiva, porque se espelha aquilo que nasce do coração e da alma do poeta, característica marcante nas obras do professor Walter Zavatário. Pode-se perceber que o poeta a que me refiro com toda a sua sensibilidade e misticismo, nas entrelinhas dos seus versos, mostra ao leitor que o amor modifica o coração sensível ao que se vê no poder da natureza, na beleza das flores, no retrato do infinito, constante nos versos do poeta, simbolizando que tudo foi criado por um Ser Supremo comprovando-se a devoção deste escritor, mais um forte integrante da literatura para ledores, sobretudo mineiros. Ressalta-se que o professor Walter Zavatário, dando relevo à paixão, mostra como o pessimismo conduz a pessoa humana a um desespero: a falta de esperança. A beleza dos versos deste poeta, quase sempre se justifica pela sua linguagem metafórica, com uma presença admirável das antíteses tão evidentes em cada estrofe, contrastando-se felicidade com infelicidade, presença com ausência, marcantes, quer pelos verbos, quer pelos adjetivos, quer pelos substantivos... Grande satisfação tenho de afirmar que o professor Walter Zavatário vai se juntando ao forte elenco de poetas da literatura brasileira, ele, do torrão mineiro”. Celso Simões Caldeira Pró-Reitor de Ensino do Centro Universitário de Caratinga-UNEC
O poeta que canta e encanta o amor “... o autor consegue penetrar na essência do amor através de sua sensibilidade, usando vocabulário de fácil compreensão que atinge não só as mais diversas formas de conceber o amor mas os leitores sensíveis e os críticos”. “... torna-se necessário ressaltar o trabalho engenhoso do professor Walter Zavatário que, ao compilar seus versos, dá sentido e vida às palavras, cujo arranjo é simples e rico, comprovado no poema A Sombra: “A sombra ameaça,/a sombra passa./ Assombra quem fica,/ assombra e fica”. Com sutileza e simplicidade o autor nos mostra que A Sombra assombra e fica. Parabéns, professor Walter Zavatário, pela conquista de seu espaço ao lado de consagrados autores da Literatura Brasileira. Antônio Fonseca da Silva Professor de Lingüística e Reitor do Centro Universitário de Caratinga-UNEC
QUATRO TEMPOS DE VIDA, AMOR E CONTEMPLAÇÃO Francis Paulina Lopes da Silva Professora Titular do Centro Universitário de Caratinga – UNEC, Crítica literária e escritora. Doutora em Ciência da Literatura - Teoria Literária, pela UFRJ e Mestre
em Letras - Teoria Literária, pela UFJF.
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